Archive for March, 2008
Viajando
Monday, March 17th, 2008Freqüentemente visito o blog de um projeto chamado Beira de Estrada que é uma coletânea fotográfica de Minhas Gerais. As fotos são feitas pelo fotógrafo Leo Drumond, que tem uma sensibildade absurda e consegue captar lindas imagens, que sempre me tocam de um jeito ou de outro. Essa sessão me tocou muito, com fotos de vários tipos estradas, úmidas, secas, esburacadas, esverdeadas, interrompidas, coloridas, embarradas, divididas, escuras e brilhantes.
Fiquei pensando na quantidade de caminhos que eu já percorri nessa minha vida de 24 anos de idade. E os muitos outros que ainda vou percorrer. E sempre me passa pela cabeça os motivos de percorrê-los; os esforços feitos; o objetivo desse processo todo. Me vêem à cabeça muitas idéias absolutamente clichês sobre construir uma vida, uma história. Sei lá, só sei que às vezes me dá uma canseira. : )
Finalmente o vídeo do show do Mika
Wednesday, March 12th, 2008Então, consegui “uploadear” o vídeo da última música do show: Lollypop. Foi sensacional, uma catarse… eles jogaram muitos balões no público. Pra explicar o comecinho… teve um teatrinho onde vários membros da banda estavam vestidos de bixinhos, inclusive o Mika… e fizeram uma encenação.
Aí vai!
Acessórios perdidos
Thursday, March 6th, 2008“Se Londres tivesse um “achados e perdidos” ele seria algo de proporções gigantescas. Aqui as pesoas precisam se encher de acessórios. Existe um mínino de coisas com as quais tu tem que sair de casa no início de um dia: manta, chapéu/toca, luvas, alguma coisa pra ler, ou fones de ouvido pra escutar música, o teu Oyster Card (cartão do Tube), manteiga de cacau pra passar na boca, creminho hidrante…
É um tira-e-bota (manta, casaco, boina) que fica até engraçado: em casa é calor; na rua é frio; no tube é calor na rua, frio de novo. No ônibus? Calor. Na calçada novamente: frio e umidade. Então por toda parte são luvas, toucas, e mantas jogadas no chão, abandonadas, molhadas, perdidas. Esses dias encontrei uma tão bonitinha que fiquei com pena, peguei pra mim, dei um banho quente, lavei direitinho e pimba, incorporei ao meu guarda-roupa”.
Escrevi isso há mais ou menos um mês e meio atrás, quando achei a touquinha cinza que aparece na foto.
Alguns dias após escrever esse texto, descobri que a dita cuja tinha vida própria.
Estava eu com minha touquinha (depois descobri que ela nunca havia sido minha, nunca se entregou…) no ônibus e não é que ela voltou para seu caminho? Pois é, ela era uma touca viajante, andarilha, que não gostava de se prender. Desci do ônibus e ela resolveu permanecer lá, continuou sua aventura de se encaixar nas cabeças que encontra por Londres.






