Ieve is just great
Sunday, November 2nd, 2008A Ieve é simplesmente demais. Amo ver as fotos dela no Flickr. Sempre impressionam, tamanha criatividade. Ieve, tu me fez rir hoje. : )
A Ieve é simplesmente demais. Amo ver as fotos dela no Flickr. Sempre impressionam, tamanha criatividade. Ieve, tu me fez rir hoje. : )
Esse post é um exercício. Ando muito preguiçosa pra escrever aqui. Ridículamente… Mas esse post está pendurado aqui há quase um ano. Nunca quis apagar porque é uma coisa que preciso dividir com as pessoas. Fui numa exposição onde descobri que no norte do Brasil, não lembro onde existe, uma cidade conhecida como a Cidade do Santo sem Cabeça. Isso porque há anos atrás, um prefeito resolveu construir uma estátua de um santo e deve ter ficado sem dinheiro pra terminar a obra: o santo ficou sem a cabeça. OK, achei um resumo excelente da história aqui e a transcrevo:
A cidade de Caridade, no Ceará, está sendo motivo de polêmica e de deboche desde o início da década de 90, quando o prefeito, já falecido, mandou construir uma estátua de 20 metros de altura em homenagem a santo Antônio, o padroeiro da cidade que fica a 106 quilômetros de Fortaleza. Passados mais de dez anos, o corpo da estátua feito de cimento continua fincado num morro e pode ser visto de longe por quem passa pela BR-020, que dá acesso à cidade, mas a cabeça continua no mesmo local onde foi confeccionada: uma casa de um conjunto habitacional.
Quem comprou a casa junto com a cabeça – uma senhora de 76 anos que mora com um filho - construiu um muro na frente da casa, mas não pôde quebrar a cabeça. O muro divide pela metade o objeto feito de cimento mas que já está todo rachado. ”Como é ôca e grande, a cabeça já serviu de moradia para animais e pessoas. “Um senhor passou muito tempo dentro dessa cabeça”, diz a filha da moradora, que mora em frente da casa da mãe. Há quem diga que a cabeça de santo Antônio também já foi ponto de encontro de namorados e até moradia de urubus.
Enquanto alguns aconselham a dona da casa a entrar na justiça para resolver o assunto, o padre da cidade pensa em convocar uma manifestação pois considera a situação um sacrilégio.
Existe um projeto do atual prefeito de fazer a estátua de santo Antônio no morro, mesmo local onde atualmente está o corpo da antiga imagem. Mas, segundo ele, será outra estrutura, porque a atual não tem mais condições. Um estudo feito por uma equipe especializada concluiu que o corpo e a cabeça já não podem ser recuperados.
Nas duas últimas semanas pude me deleitar com as coisas boas de se estar morando em Londres. No dia 7 de maio fui no show da cantora Adele. A primeira vez que ouvi ela achei legal, mas nada assim óhh. O problema é que sem me dar conta me viciei em uma das músicas dela (que é a música de trabalho mesmo). Chasing Pavements pode parecer apenas mais uma, mas é daquelas que o cérebro vicia e tu sente uma necessidade imensa de ouvir. Mas enfim, o show dela foi tão maravilhoso que eu fiquei chocada, a voz dela é muito de outro mundo. A foto abaixo é do Caco, que foi junto no show.
Alguns dias depois eu e Will resolvemos tirar uma semana de férias na Itália, basicamente em Roma. A cidade é linda, a cada dez passos a gente se depara com uma zona arqueológica, uma nova ruina descoberta. A arquitetura é maravilhosa, a história, tudo muito lindo e intrigante.
E ontem, dia 21 de maio fomos no show da Feist no Royal Albert Hall, uma experiência e tanto. Não tenho boas palavras pra explicar. Música ótima, excelente execução, músicos incríveis, ELA cantando e tocando… Fora tudo isso, ainda tinha uma artista fazendo um trabalho incrível de luz e imagem para cada música, ao vivo. Foi uma experiência super completa. Tri chiclê, mas meus olhos ficaram marejados de lágrimas… O vídeo abaixo foi o Will que fez, tem vários, vou botando ao longo da semana. Mais fotos estão no meu Flickr ali do lado, aqui no blog.
No museu de arte moderna (MAM) no RJ fui ver uma exposição chamada “Arte para Crianças”. As explicações sobre as obras permitem que as crianças compreendam e interajam com algumas peças. E claro que tudo que serve pras crianças serve mais ainda para os adultos. Muito bonita a exposição.
Algumas que gostei mais, com a transcrição da explicação sobre a obra.
“Eder Santos faz arte usando filme. Só que os filmes do Eder não são para passar no cinema, nem para contar histórias. Eles servem para criar mundos paralelos, mundos que são parecidos com o nosso, mas onde tudo funciona de forma diferente. Esses filmes são projetados em salas e misturados a objetos verdadeiros. Eder quer que as pessoas não saibam se o que elas estão vendo é real ou fantasia. Os mundos paralelos do Eder, às vezes parecem reais. Nosso mundo é que fica parecendo de mentira. O Eder faz isso para falar de coisas importantes como, por exemplo, a liberdade. Estar preso ou estar livre: os dois se misturam nos mundos criados pelo artista. Os bichos e pessoas dos filmes do Eder parecem seres holográficos - seres feitos de luz - que vivem em outro mundo. Nós sabemos que esse outro mundo é apenas a imaginação do Eder. Mas será que ele é real ou é apenas uma invenção?”

As peças da Yoko Ono também são interessantes, mas acima de tudo simples e profundas. Ela traz a questão das pessoas poderem amar mais umas às outras, simplesmente por amar. Isso é simples e complexo ao mesmo tempo. Porque amar os outros faz bem pro mundo, faz bem pra gente mesmo, mas não é algo fácil. Ela incentiva também as pessoas a imaginar mais (e me lembrou a música Imagine do Lennon), voar mais. Enfim eram várias as palavras e não me lembro de todas. Mas a peça que mais gostei foi das árvores do desejo. Tinham vários papéis em formato de folhas onde as pessoas podiam escrever seus desejos e pendurar nelas. Achei sensacional o fato de várias crianças terem participado, e teve um desejo que achei tri engraçado. A foto tá pessima, mas dá pra ler mais ou menos.


Pra finalizar, não posso deixar de citar a poesia do Manoel de Barros: Histórias da Unha do Dedão do Pé do Fim do Mundo. Apresentada através de uma vídeo-história elaborada especialmente para a exposição.
“O Manoel de Barros nasceu num lugar que, de tão longe que fica, ele chama de “Unha do Dedão do Pé do Fim do Mundo”. Fica bem perto da fonte das palavras, e por causa disso, o Manoel desde pequeno, gosta de brincar com palavras. Manoel passa a vida brincando com um monte de palavras que ele coloca no bolso. De vez em quando ele tira um punhado delas e joga na gente como se fosse um pó mágico. Mas são palavras meios mágicas mesmo, porque fica todo mundo encantado. Ficar encantado com palavras significa ficar preso a elas. Para desencantar, a pessoa tem de achar suas próprias palavras mágicas e jogar na cabeça. É muito perigoso: pode-se acabar virando poeta também.
Sou encantada com as palavras, sei o poder que elas carregam consigo. Pra mim elas são um instrumento da vida. Eu amo as palavras e o poder de curar com delas.